Os anticorpos monoclonais pertencem a uma classe terapêutica relativamente nova e o seu desenvolvimento constitui um dos maiores avanços da última década no tratamento do linfoma não-Hodgkin. Os anticorpos monoclonais utilizados no tratamento dos linfomas não-Hodgkin são eficazes no tratamento de alguns dos principais tipos de linfoma não-Hodgkin. Em geral, são administrados em combinação com quimioterapia, embora nalgumas circunstâncias possa ser utilizado em monoterapia.

O objectivo da terapêutica com anticorpos monoclonais é atingir e destruir as células do linfoma não-Hodgkin, não afectando as outras células.

Em muitos doentes, os anticorpos monoclonais aumentam a eficácia de outros tratamentos (geralmente a quimioterapia). No linfoma indolente, pode aumentar a duração da remissão produzida pelo tratamento. Nos tipos mais frequentes de linfoma agressivo, a adição de anticorpos monoclonais tem mostrado reforçar a probabilidade de cura e a sobrevivência, em comparação com a quimioterapia convencional.

De salientar que, em geral, os efeitos secundários relacionados com a perfusão de anticorpos monoclonais apenas ocorrem durante a administração do fármaco e diminuem nas sessões seguintes. A administração combinada com quimioterapia não agrava significativamente os efeitos secundários provocados pela quimioterapia. Os efeitos secundários relacionados com a perfusão de duração superior a alguns minutos ou horas são raros.

Fonte: Roche - Linfoma