O perito criminal Ricardo Molina, contratado em novembro de 2013 pela defesa da médica Kátia Vargas, suspeita pelo homicídio qualificado dos irmãos Emanuel e Emanuelle, se tornou alvo de uma ação judicial protocolada pelo Sindicato dos Peritos Criminais da Bahia (Asbac) no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) e pode responder por danos morais coletivos. O assistente técnico foi responsável pela elaboração de um laudo que afirma não ter havido choque entre o carro da oftalmologista e a moto das vítimas, mortas em outubro do ano passado. Em entrevista coletiva, o perito particular definiu como "parcial e tendencioso" o parecer emitido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), segundo o qual Kátia causou o acidente minutos após iniciar uma briga de trânsito com os irmãos. "Ao invés de limitar-se aos aspectos técnicos do parecer oficial apresentado, Molina, como lhe é peculiar, atacou os peritos criminais baianos, ofendendo a classe", acusou o vice-presidente do Asbac, José Lázaro. De acordo com o advogado da categoria, Flávio Cumming, a medida judicial, ainda não distribuída pelo TJ, pede o pagamento de indenização à entidade de classe, de valor a ser arbitrado pelo juiz, que deve ser revertida a uma instituição de caridade.


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Bahia Notícias