A técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction – Reação em Cadeia da Polimerase) é atualmente amplamente utilizada para o sequenciamento de genes e diagnóstico de doenças hereditárias, identificação de impressões digitais do material genético e detecção e diagnóstico de doenças infecciosas. Por ser um método direto de alta sensibilidade, a reação em cadeia de polimerase está sendo considerada uma grande aliada na detecção de doenças infecciosas. Sua versatilidade, que permite a aplicação em diversos materiais biológicos, aliada à rapidez de análise é outro diferencial da técnica.

A técnica de PCR é um método de Biologia Molecular de amplificação do DNA e baseia-se no processo de replicação do DNA. O DNA genômico é extraído do interior das células por técnicas específicas. Após a extração, o DNA fita dupla é digerido em grandes fragmentos por meio de enzimas de restrição e quando submetido a altas temperaturas, o DNA separa-se em duas fitas simples. A este DNA desnaturado, são acrescentados, em grande quantidade, oligonucleotídeos complementares às extremidades do DNA alvo (sequência a ser amplificada) e a temperatura de reação é reduzida. Estes oligonucleotídeos, denominados primers, hibridizam-se a suas sequências complementares de DNA genômico. Os primers sinalizam onde devem dar início a síntese do DNA, que começa com a adição de desoxinucleotídeos (dNTPs) e de uma enzima DNA polimerase termorresistente, chamada Tag polimerase. Esta enzima pode entender os primers por polimerização dos dNTPs até uma temperatura de 72°C. Quando a síntese está completa, toda a mistura é aquecida ainda mais (95°C), para a fusão das dúplices de DNA recém formados. Os ciclos de síntese (resfriamento) e desnaturação (aquecimento) se repetem enquanto houver excesso de primers na mistura e a repetição dos ciclos amplifica rapidamente a seqüência de interesse. A cada ciclo dobra o número de cópias da seqüência desejada.

Atualmente a técnica é amplamente utilizada para o sequenciamento de genes e para a detecção e o diagnóstico de doenças infecciosas e hereditárias.

A PCR é especialmente indicada para detecção de doenças infecciosas, pois é um método direto, de alta sensibilidade, capaz de identificar o patógeno (bactéria, fungo, parasita) fornecendo informações precisas de tipo, quantidade e presença na célula analisada. É notável também a rapidez com que analisa o material biológico. Conhecer as especificidades dos genes mutados e/ou polimórficos (algumas das doenças são provocadas por mutações em genes e outras por polimorfismos) pode ser essencial na instituição do tratamento correto. Um exemplo desta particularidade está na detecção da hepatite C. A duração e intensidade do tratamento variam de acordo com o subtipo da hepatite encontrada, que pode ser 1, 2 e 3.

A versatilidade da reação em cadeia da polimerase é outro fator a se destacar na detecção de doenças infecciosas, uma vez que pode ser realizada em inúmeros materiais biológicos, como biopsia, líquido amniótico, urina, secreções, etc. Assim também, torna-se possível conhecer onde está o vírus, analisando o comprometimento de células e tecidos.

Diagnóstico de Doenças Infecciosas por PCR

Adenovírus por PCR

Caxumba por PCR

Chlamydia pneumoniae por PCR

Chlamydia trachomatis por PCR

Citomegalovírus por PCR

Coxsackie vírus A por PCR

Coxsackie vírus B por PCR

Dengue por PCR

Echovírus por PCR

Enterovírus por PCR

Epstein Barr - Quantificação por PCR

Epstein Barr por PCR

Genotipagem por HIV

Helicobacter pylori por PCR

Hepatite B - Detecção por PCR

Hepatite B – Quantificação e Genotipagem por PCR

Hepatite B – Quantificação por PCR

Hepatite B por PCR

Hepatite C – Detecção por PCR

Hepatite C – Genotipagem por PCR

Hepatite C – Quantificação e Genotipagem por PCR

Hepatite C – Quantificação por PCR

Hepatite C por PCR

Herpes Simplex I por PCR

Herpes Simplex II por PCR

HIV por PCR

HIV quantificação por PCR

HTLV I/II por PCR

Mycobacterium tuberculosis por PCR

Mycoplasma genitalium por PCR

Mycoplasma hominis por PCR

Mycoplasma pneumoniae por PCR

Neisseria gonorrhoeae por PCR

Parvovírus B 19 por PCR

Pneumocystis jiroveci por PCR

Rubéola por PCR

Toxoplasmose por PCR

Ureaplasma urealyticum por PCR

Varicela zoster por PCR

Vírus respiratório sincicial (VRS) por PCR

Outras Análises por PCR

Trio (mãe, filho e suposto pai)

Duo (filho e suposto pai)

Incompletos (ausência do suposto pai) – por indivíduo

Pesquisa da mutação ∆F508 para fibrose cística

Pesquisa de 97 mutações da fibrosa cística

Microdeleções do cromossomo Y[p][p]Sexagem fetal

Pesquisa do SRY

Pesquisa da mutação G985 da MCAD

Pesquisa da mutação 35delG da Conexina

Pesquisa molecular para X-Frágil (PCR)

Análise do alelo Z e S da a-1Antitripsina

Hemocromatose Hereditária

Fator V de Leiden

Protrombina Polimorfismo (PCR/RFLP)

Fator V de Leiden + Protrombina Polimorfismo (PCR/RFLP)

Pesquisa molecular p/ Trissomias do 13, 18 e 21

HLA – B27

Detecção da mutação C677T-Methylenetetrahydrofolate-redutase-MTHFR (Defeitos do Tubo Neural)

Exames de prevenção a doenças cardíacas (APOE-Apoliproteína E + C677T-Methylenetetrahydrofolate-redutase-MTHFR + ECA-Conversor da Angiotensina

Síndrome de Angelman

Distrofias Musculares de Duchenne e Becker

Síndrome de Prader Willi

Pesquisa de Deleções no Gene SMN1-Atrofia Muscular Espinhal (AME)

Pesquisa do Cromossomo Philadelphia (translocação t(9;22)

Pesquisa do Gene de Fusão PML-RAR alfa (translocação t(15;17)) para LMA-M3

Análise de Expansões de Trinucleotídeos p/ Ataxia de Friedrich
Apolipoproteína E (APO E) – Polimorfismo

Enzima Conversora da Angiotensina (ECA) – Polimorfismo

Manganês Superóxido Dismutase (SOD) – Polimorfismo

Receptor da 5-Hidroxitriptamina (Serotonina) 2A – Polimorfismo

Óxido Nítrico Sintetase (NOS) – Polimorfismo

X frágil – Pesquisa por PCR

Fonte: Informativo CTN