A hepatite alcoólica normalmente ocorre após anos de consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Quanto maior o consumo de álcool e a duração desse consumo, maior é a probabilidade do desenvolvimento de uma doença hepática . A desnutrição se desenvolve como resultado das calorias vazias do álcool, apetite reduzido e má absorção (absorção inadequada de nutrientes pelo trato intestinal). A desnutrição contribui para a doença hepática. A toxicidade do etanol para o fígado, a suscetibilidade individual à doença hepática provocada pelo álcool e fatores genéticos também contribuem para o desenvolvimento da doença hepática alcoólica.

Essa doença não afeta todas as pessoas que consomem álcool em abundância e as mulheres podem ser mais suscetíveis que os homens. A embriaguez não é essencial para o desenvolvimento da doença. Em algumas pessoas que consomem álcool em abundância, o metabolismo do álcool pode ser elevado o suficiente para permitir o consumo de altas quantidades, sem que o nível de álcool no sangue se eleve a concentrações detectáveis por um bafômetro convencional. As alterações se iniciam dentro do fígado como uma inflamação (hepatite) e progridem para um fígado gorduroso e, finalmente, para a cirrose. A cirrose é a fase final da doença. Os sintomas podem não estar presentes, até que a doença esteja relativamente avançada. Complicações sérias estão associadas à doença avançada, como a encefalopatia alcoólica (dano ao tecido cerebral) e a hipertensão portal (pressão sanguínea alta no fígado. Essa doença afeta, normalmente, pessoas acima dos 30 anos. A incidência é de 3 de cada 10.000 pessoas.

Fonte: Virtual.epm