Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) estão desenvolvendo uma técnica pioneira no Brasil para o tratamento da artrose no joelho: injeções de células-tronco retiradas do próprio paciente e cultivadas em laboratório. O procedimento, que está passando pelo primeiro teste clínico, já foi realizado em seis pacientes, de um total de dez autorizados a participar do teste. Para os pesquisadores, o uso dessa nova técnica pode postergar ou até evitar o uso de próteses no joelho, tratamento mais comum para a doença. A técnica ainda está em fase de testes, mas os primeiros pacientes relatam uma redução significativa da dor seis meses após o procedimento.

A artrose é uma doença degenerativa que atinge as articulações, provocando lesão ou desgaste da cartilagem. Ela pode ocorrer em decorrência de trauma ou pelo envelhecimento, geralmente a principal causa: estima-se que a doença afete 70% da população com mais de 60 anos. "Atualmente a medicina consegue fazer com que as pessoas tenham uma longevidade maior, então a incidência dessas doenças tende a aumentar", afirma Alcy Vilas Boas, ortopedista do Hospital Marcelino Champagnat e integrante do grupo de pesquisadores.

O tratamento mais utilizado para a artrose de joelho é a colocação de prótese. O ponto negativo é que esse implante também sofre desgaste com o tempo, e é preciso trocá-lo periodicamente. "Pacientes com 60 anos hoje em dia ainda estão muito ativos, trabalhando e participando de atividades sociais, o que aumenta o desgaste da prótese. Em pacientes mais jovens ela dura de 8 a 10 anos, mas em pacientes com mais de 70 anos ela já tem uma duração maior", explica Vilas Boas.

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