A Fibrilação Atrial, ou FA, é o distúrbio mais comum do ritmo cardíaco (arritmia) no mundo todo. Essa grave arritmia faz com que as duas câmaras superiores do coração (os átrios) tremam ao invés de contrair-se de forma eficaz, o que resulta no mau bombeamento do sangue para fora do átrio. Isso, por sua vez, causa a união das partículas sanguíneas, o que pode levar à formação de coágulos. Esses coágulos podem chegar ao cérebro, bloquear uma artéria e interromper o suprimento sanguíneo cerebral, causando um AVC grave e frequentemente fatalii,iii. A FA aumenta o risco de derrame isquêmico (AVC causado por um coágulo sanguíneo) fatal ou com potencial para gerar debilidade de até 500%.

Algumas causas comuns da FA abrangem pressão sanguínea elevada, falhas das válvulas cardíacas, doença reumática do coração e diabetes. Fatores como hábitos alimentares, estilo de vida, estresse emocional e físico e consumo excessivo de cafeína, álcool ou drogas podem também contribuir com o risco de desenvolvimento de FAv.

Um sinal de fácil identificação da FA é a pulsação irregular. Os sintomas da FA podem incluir palpitações, dor ou desconforto peitoral, respiração curta, tontura e desmaios. Entretanto, muitas pessoas com FA são assintomáticas ou apresentam sintomas não específicos e vagos.

A probabilidade de um indivíduo apresentar FA aumenta com a idade. Após os 40 anos, o risco de desenvolver FA é de 1 em 4. O real prejuízo imposto à saúde pública pela FA pode ser mais bem entendido se comparado ao risco em vida de outras condições graves. O risco em vida de câncer de mama em mulheres com 40 anos ou mais, por exemplo, é de 1 em 8 e o risco em vida de demência na meia-idade é de aproximadamente 1 em 6.

Um paciente com FA pode PARECER bem, muito embora se sinta MUITO MAL. A FA pode afetar muitos aspectos da vida do paciente:
bem-estar emocional (causa de depressão); independência; profissão; finanças; vida social; esportes/atividades; viagens; relacionamentos; em alguns casos, o derrame vem após o diagnóstico de FA.

Fonte: Revista Brasileira de Patologia/2011- Volume: II - pág: 16