A leucemia aguda, doença maligna e progressiva, é dividida em duas categorias dependendo do tipo celular envolvido: a linfocítica (LLA) e a mielocítica (LMA), as quais são divididas em subtipos. Além destas, as leucemias agudas bifenotípicas e a indiferenciada são também observadas em alguns pacientes.

A LLA é mais comum em crianças entre 3 e 7 anos de idade, podendo ocorrer também em adultos, enquanto a LMA é rara na infância. No Brasil, estima-se que a leucemia aguda corresponda de 95 a 98% dos casos de doenças malignas em crianças e 70 a 80% dos casos de leucemia aguda são leucemias linfocíticas.
O curso, o prognóstico e o tratamento destas doenças são dependentes do diagnóstico correto. A classificação das leucemias hoje é baseada nos critérios morfológicos, métodos citogenéticos, citoquímicos e imunológicos como a imunofenotipagem. A imunofenotipagem é uma técnica especial para classificação das leucemias indiferenciadas linfóides ou mielóides, subclassificação de leucemias, identificação de leucemias bifenotípicas, monitoração de terapias e de doença residual mínima ou recorrente.
Com a utilização da citometria de fluxo e de diferentes fluorocromos é possível identificar os múltiplos marcadores celulares presentes nestas patologias. Para caracterizar e diferenciar os tipos celulares nas leucemias agudas utiliza-se um painel mínimo de anticorpos. Por exemplo, a detecção de mieloperoxidase (MPO), associada à CD13/CD33 (mielóide), CD79, CD22 e CD19 (células B), CD3 e CD7 (células T)identificam noventa e oito por cento das leucemias agudas.

Fonte: Arquivos do Mudi