A maturação dos leucócitos ocorre a partir de células com alto poder de diferenciação situadas na medula óssea, as células totipotentes. Essas células, que passam por diversas etapas de diferenciação e multiplicação, formam células precursoras dos leucócitos, com alta atividade mitótica, o que propicia a proliferação na medula e, mais tarde, a diferenciação em células maduras.

As células progenitoras provêm de células multipotentes, ou seja, com alta capacidade mitótica, porém não auto-renováveis. São chamadas de Células Formadoras de Colônias (CFC) e, sob o estímulo da interleucina-7, diferenciam-se em Células Linfocíticas Formadoras de Colônia (LCFC). Também podem ser diferenciadas em outros tipos de células formadoras de colônia, como a monocítica-granulocítica (MGCFC), eosinofílica (ECFC) e basofílica (BCFC), através dos estímulos das interleucinas 3, 1 e 6 (IL-3, IL-1, IL-6) e fatores estimuladores de colônias (GM-CSF).

Os fatores estimuladores de colônias são produzidos pelos macrófagos e estroma da medula óssea. A partir dessa fase, as células são monopotentes, provindas das células formadoras de colônias. Os linfoblastos estão presentes nos tecidos linfóides ou na medula óssea. Cada tipo de célula irá se tornar madura e migrar para locais específicos de atuação. A maturação dos linfoblastos B dando origem a pró-linfócitos B e consequentemente a linfócitos B é estimulada pela interleucina-7. A partir dos linfoblastos da medula óssea também são formados os pró-linfócitos NK, que durante a maturação, não migram e formam os linfonodos NK.

Já os linfoblastos de origem T estão predominantemente no timo e sofrem a maturação nesse órgão. Os linfócitos T maduros se diferenciam em subtipos denominados T-Helper, T-Supressor e T-Citotóxico. Durante esse processo, eles recebem os Cluster-diferenciation (CD), que determinam a sua especificidade. O desenvolvimento dos granulócitos ocorre a partir dos promielócitos, que se diferenciam em mielócitos e, após essa fase, de acordo com a especificidade de cada um, podem formar granulócitos basófilos, granulócitos eosinófilos e granulócitos neutrófilos.

Fonte: Biomedicina Brasil