Novo caminho contra a supressão da medula óssea vermelha durante a quimioterapia e radioterapia

Um dos maiores problemas enfrentados pelos pacientes com câncer é a supressão da medula óssea vermelha durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia os pacientes recebem doses, muitas vezes elevadas que podem afetar outras células saudáveis do organismo. A medula óssea vermelha é responsável por gerar as células necessárias para reconstituição do sangue e sistema imunológico. Um dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia é a supressão da medula óssea vermelha.

Estudiosos desenvolveram um novo método com vista a atenuar esse efeito colateral, em que se baseia na expressão de E-selectina, uma molécula de adesão celular que é expressa apenas por células endoteliais vasculares da medula óssea. Os pesquisadores demostraram através de experimentos que a quiescência e a auto renovação das CTHs foi melhorada em camundongos nocautes para E-selectina (sele -/-), demonstrando que E-selectina é importante para a diferenciação das CTHs. Além disso, os cientistas comprovaram que o nocaute ou bloqueio de E-selectina aumenta a sobrevivência das CTHs cerca de três a seis vezes e acelera a recuperação de neutrófilos no sangue após os camundongos serem tratados com agentes quimioterápicos e radiação.

Dessa forma, foi demonstrada a importância dessa molécula de adesão na medula óssea vermelha que desempenha um papel crítico na diferenciação das células tronco hematopoiéticas em células sanguíneas bem como do sistema imune. Como a supressão da medula óssea é um efeito colateral grave da quimioterapia e/ou irradiação de dose elevada, o bloqueio transitório com um antagonista de E-selectina é, potencialmente, um tratamento promissor para a proteção das CTHs em pacientes com câncer.

Fonte: ebiotecnologia