Já ouviram falar da febre do beijo? Pois é...ela existe...

O que é? Doença infecciosa, bastante contagiosa causada por um vírus chamado Epstein-Barr

Manifestações da doença:
As manifestações mais típicas são: amigdalite, aumento de tamanho dos gânglios do pescoço e submandibulares. Crescimento do fígado, do baço e alterações do hemograma, com surgimento de glóbulos brancos modificados que são chamados linfócitos atípicos. Os níveis de gravidade da doença são muito variáveis, predominando os leve e moderados. Em crianças e adultos jovens a doença pode até passar desapercebida. Erupção cutânea eritematosa pode ocorrer e é mais freqüente em quem recebeu recente tratamento com penicilina. Podem ser encontrados sinais de comprometimento do fígado. Complicações graves ocorrem em raríssimas ocasiões e em condições muito especiais.

Transmissão: O homem é a única fonte do vírus (EBV). O contato pessoal íntimo é a principal rota de disseminação. O período de incubação é estimado em 30 a 50 dias.

Diagnóstico laboratorial: O diagnóstico clínico é confirmado por testes sangüíneos tipo Monoteste mas que só se faz positivo a partir dos 4 anos de idade e após a 2a semana de doença, pelo surgimento de linfócitos atípicos no hemograma.

Tratamento: Medidas gerais de suporte, repouso e medicação visando os sintomas são empregados na fase inicial. O uso de corticosteróides pode ser benéfico em caso especiais. A prática esportiva, principalmente de contato, deve ser proibida até o desaparecimento dos aumentos do fígado e ou do baço. O emprego de antivíricos é de aplicação muito restrita. Pacientes com história recente da infecção não devem doar sangue.

Prognóstico: Doença benigna, normalmente cura sem medicação.

Prevenção: Não existem vacinas ou medidas específicas para a prevenção dessa doença. Os princípios de higiene e os cuidados no trato com os doentes ainda são o que dispomos, no momento.

Fonte: ABC da Saúde