A inclusão das vacinas contra varicela, em setembro de 2013, e hepatite A, em janeiro de 2014, no calendário de rotina de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), foi confirmada na última reunião do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI), realizada no mês de maio,em Brasília.

O encontro, que ocorre duas vezes ao ano, serviu para debater aspectos relevantes em imunizações, tanto sobre as vacinas, quanto sobre o programa de vacinação. "Foram debatidas propostas de projetos científicos que podem subsidiar condutas em relação à vacinação", antecipa Dra. Marta Heloísa Lopes, professora associada do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e representante da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) no Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) do Ministério da Saúde (MS), ao explicar que os pontos abordados na reunião são repassados ao Ministério da Saúde (MS), que delibera sobre os assuntos discutidos.

Dra. Marta Heloísa explica que todas as vacinas que fazem parte do calendário de vacinação são alvo de discussão antes de serem incorporadas. "São levados em consideração: dados de incidência e de prevalência da doença para qual a vacina protege; dados de eficácia e de segurança do produto vacinal; avaliação de custos da introdução e manutenção do produto vacinal na rotina de imunização", esclarece. Mas a especialista da atenta que é preciso sempre levar em conta a capacidade do sistema de comportar a introdução de mais um produto.

A representante da SBMT no encontro, pontua os temas debatidos: movimentos antivacinas; eventos adversos das vacinas de rotavírus e de febre amarela; esquema de vacinação antimeningocócica C conjugada; impacto no Brasil da introdução da vacinação antipneumocócica, com vacina conjugada 10 Valente; e a efetividade da vacina de Influenza. Ao anunciar que a próxima reunião marcada para 18/09/2013 fará parte do evento comemorativo dos 40 anos do Programa Nacional de Imunização (PNI), Dra. Marta Heloísa lembra que o Brasil produz uma boa gama de vacinas e, atesta que o País tem condição de integrar o mercado mundial de imunobiológicos. "Os laboratórios produtores (Butantan e Biomanguinhos) já têm condição de entrar no mercado mundial. Mas o mais importante, atualmente, em minha opinião, é garantir o abastecimento do mercado interno, que é imenso", avalia.

Dra. Marta Heloísa enumera ainda o Instituto Butantan,em São Pauloe o Instituto Biomanguinhos / FIOCRUZ, no Rio de Janeiro, produzem vacinas como: hepatite B, difteria, coqueluche, tétano, Hamophilus influenzae b (Hib), febre amarela e influenza. A especialista cita também o TCPAR no Paraná que também produz vacinas, só que de uso animal.

Fonte: SBMT